Title
REABILITAÇÃO ORAL COM IMPLANTES DENTÁRIOS EM PACIENTES EM USO DE BISFOSFONATOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Subject
Monografia
Description
A reabilitação bucal por implantes dentários em pacientes em uso de
medicamentos antirreabsortivos, especialmente os bisfosfonatos, está
associado a um crescente risco no desenvolvimento da Osteonecrose dos
Maxilares (ONM). A indicação quanto a instalação de implantes dentários em pacientes em uso de BF ainda é controversa, dependendo de fatores de riscos individuais ao perfil cada paciente, predisposição genética, fatores locais e sistêmicos. Diante da relevância clínica e científica do tema, este estudo tem como objetivo identificar os fatores de risco associado ao desenvolvimento da ONM induzida por bisfosfonatos em pacientes submetidos a reabilitação bucal por implantes dentários, bem como analisar possíveis fatores atenuantes e condutas clínicas que possam contribuir para a prevenção e manejo dessa condição, através de uma revisão integrativa da literatura. A revisão foi conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, Embase e Web of Science, utilizando os descritores “Implantes dentários”, “Bisfosfonatos”, “Osteonecrose dos maxilares”, “Osseointegração” e “Remodelamento ósseo”, combinados através de operadores booleanos (OR, AND). Os estudos incluídos (n=16) apontaram um maior risco ao desenvolvimento da Osteonecrose dos maxilares em pacientes idosos (54 – 77 anos) do sexo feminino, sob uso crônico de bisfosfonatos por via endovenosa. As principais comorbidades associadas que justificassem seu uso foi osteoporose desordens oncológicas. A radiografia panorâmica (37.5%) e a tomografia computadorizada de feixe cônico (31.25%), foram os exames de imagem mais comumente utilizados no diagnóstico e estadiamento da ONM. Dentre os procedimentos odontológicos, a exodontia apresentou risco superior (RR 5.89), quando comparado aos implantes dentários (0.51) e, a peri-implantite emergiu como fator fortemente associado ao seu desenvolvimento, reforçando a importância do controle inflamatório e da manutenção periodontal. Estratégias como controle inflamatório, monitoramento através de exames de imagem e laboratorial, protocolos cirúrgicos minimamente invasivos e sépticos, contribuem para uma cicatrização mais previsível. A combinação entre técnica cirúrgica atraumática, controle microbiológico e avaliação individualizada do risco, permite que a instalação de implantes seja realizada com maior segurança em pacientes sob terapia antirreabsortiva.
medicamentos antirreabsortivos, especialmente os bisfosfonatos, está
associado a um crescente risco no desenvolvimento da Osteonecrose dos
Maxilares (ONM). A indicação quanto a instalação de implantes dentários em pacientes em uso de BF ainda é controversa, dependendo de fatores de riscos individuais ao perfil cada paciente, predisposição genética, fatores locais e sistêmicos. Diante da relevância clínica e científica do tema, este estudo tem como objetivo identificar os fatores de risco associado ao desenvolvimento da ONM induzida por bisfosfonatos em pacientes submetidos a reabilitação bucal por implantes dentários, bem como analisar possíveis fatores atenuantes e condutas clínicas que possam contribuir para a prevenção e manejo dessa condição, através de uma revisão integrativa da literatura. A revisão foi conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, Embase e Web of Science, utilizando os descritores “Implantes dentários”, “Bisfosfonatos”, “Osteonecrose dos maxilares”, “Osseointegração” e “Remodelamento ósseo”, combinados através de operadores booleanos (OR, AND). Os estudos incluídos (n=16) apontaram um maior risco ao desenvolvimento da Osteonecrose dos maxilares em pacientes idosos (54 – 77 anos) do sexo feminino, sob uso crônico de bisfosfonatos por via endovenosa. As principais comorbidades associadas que justificassem seu uso foi osteoporose desordens oncológicas. A radiografia panorâmica (37.5%) e a tomografia computadorizada de feixe cônico (31.25%), foram os exames de imagem mais comumente utilizados no diagnóstico e estadiamento da ONM. Dentre os procedimentos odontológicos, a exodontia apresentou risco superior (RR 5.89), quando comparado aos implantes dentários (0.51) e, a peri-implantite emergiu como fator fortemente associado ao seu desenvolvimento, reforçando a importância do controle inflamatório e da manutenção periodontal. Estratégias como controle inflamatório, monitoramento através de exames de imagem e laboratorial, protocolos cirúrgicos minimamente invasivos e sépticos, contribuem para uma cicatrização mais previsível. A combinação entre técnica cirúrgica atraumática, controle microbiológico e avaliação individualizada do risco, permite que a instalação de implantes seja realizada com maior segurança em pacientes sob terapia antirreabsortiva.
Creator
Heitor Ferreira de Souza Neto
Publisher
Dr. Marcelo Farias de Medeiros
Date
Recife 2026
Contributor
Faculdade Facsete
Language
Português
Identifier
Implantodontia
