Title
Impacto de Doenças Sistêmicas Silenciosas na Osseointegraçao de
Implantes Dentários
Implantes Dentários
Subject
Monografia
Description
O avanço da implantodontia consolidou os implantes dentários como alternativa
eficaz para a reabilitação oral, entretanto, seu sucesso depende da qualidade do
tecido ósseo e da adequada osseointegração, fatores que podem ser
influenciados por doenças sistêmicas silenciosas e pelo uso de determinados
fármacos. Entre as condições de maior relevância destacam-se a osteoporose, o
diabetes mellitus e as doenças autoimunes, cujos efeitos sobre o metabolismo
ósseo têm sido amplamente investigados. O objetivo deste estudo foi analisar,
por meio de revisão da literatura, a influência de doenças sistêmicas silenciosas
e
de medicamentos como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs),
glicocorticoides e imunossupressores sobre a osseointegração de implantes
dentários, discutindo suas implicações clínicas. Para isso, foi realizada uma
revisão integrativa de publicações disponíveis em bases indexadas (PubMed,
SciELO, BVS, Lilacs, ScienceDirect e Google Scholar), no período de 2015 a
2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos
originais, revisões sistemáticas e integrativas que abordassem a relação entre
doenças sistêmicas e o processo de osseointegração, sendo excluídos artigos
duplicados, relatos in vitro sem aplicação clínica e materiais de opinião. A
análise dos resultados demonstrou que os AINEs, quando utilizados de forma
prolongada, especialmente os inibidores seletivos da COX-2, podem
comprometer a remodelação óssea, enquanto o uso restrito ao pós-operatório
imediato não apresenta impacto significativo na sobrevivência dos implantes. Os
glicocorticoides sistêmicos mostraram-se associados a maior perda óssea
marginal e risco elevado de falhas, sobretudo em pacientes sob terapia crônica,
embora seu uso de curta duração pareça menos deletério. Em relação às
doenças autoimunes, observou-se que a inflamação sistêmica e o uso de
imunossupressores como metotrexato, ciclosporina e agentes biológicos
aumentam a prevalência de complicações peri-implantares, ainda que taxas
aceitáveis de sucesso sejam registradas em pacientes com doença controlada.
Apesar dos avanços, as evidências disponíveis apresentam limitações, como
amostras reduzidas e ausência de ensaios clínicos randomizados de longo
prazo. Conclui-se que a instalação de implantes em pacientes com doenças
sistêmicas e uso de fármacos deve ser planejada de forma individualizada,
considerando o estado de saúde geral, a duração e o tipo de terapia em curso,
com protocolos de acompanhamento clínico e radiográfico mais rigorosos, de
modo a reduzir riscos e favorecer a longevidade das reabilitações
implantossuportadas.
eficaz para a reabilitação oral, entretanto, seu sucesso depende da qualidade do
tecido ósseo e da adequada osseointegração, fatores que podem ser
influenciados por doenças sistêmicas silenciosas e pelo uso de determinados
fármacos. Entre as condições de maior relevância destacam-se a osteoporose, o
diabetes mellitus e as doenças autoimunes, cujos efeitos sobre o metabolismo
ósseo têm sido amplamente investigados. O objetivo deste estudo foi analisar,
por meio de revisão da literatura, a influência de doenças sistêmicas silenciosas
e
de medicamentos como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs),
glicocorticoides e imunossupressores sobre a osseointegração de implantes
dentários, discutindo suas implicações clínicas. Para isso, foi realizada uma
revisão integrativa de publicações disponíveis em bases indexadas (PubMed,
SciELO, BVS, Lilacs, ScienceDirect e Google Scholar), no período de 2015 a
2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos
originais, revisões sistemáticas e integrativas que abordassem a relação entre
doenças sistêmicas e o processo de osseointegração, sendo excluídos artigos
duplicados, relatos in vitro sem aplicação clínica e materiais de opinião. A
análise dos resultados demonstrou que os AINEs, quando utilizados de forma
prolongada, especialmente os inibidores seletivos da COX-2, podem
comprometer a remodelação óssea, enquanto o uso restrito ao pós-operatório
imediato não apresenta impacto significativo na sobrevivência dos implantes. Os
glicocorticoides sistêmicos mostraram-se associados a maior perda óssea
marginal e risco elevado de falhas, sobretudo em pacientes sob terapia crônica,
embora seu uso de curta duração pareça menos deletério. Em relação às
doenças autoimunes, observou-se que a inflamação sistêmica e o uso de
imunossupressores como metotrexato, ciclosporina e agentes biológicos
aumentam a prevalência de complicações peri-implantares, ainda que taxas
aceitáveis de sucesso sejam registradas em pacientes com doença controlada.
Apesar dos avanços, as evidências disponíveis apresentam limitações, como
amostras reduzidas e ausência de ensaios clínicos randomizados de longo
prazo. Conclui-se que a instalação de implantes em pacientes com doenças
sistêmicas e uso de fármacos deve ser planejada de forma individualizada,
considerando o estado de saúde geral, a duração e o tipo de terapia em curso,
com protocolos de acompanhamento clínico e radiográfico mais rigorosos, de
modo a reduzir riscos e favorecer a longevidade das reabilitações
implantossuportadas.
Creator
Nayane Rodrigues Gervasio
Publisher
Ms. Lawrence Pereira de Albuquerque
Date
Uberlândia 2025
Contributor
Faculdade Facsete
Language
Português
Identifier
Implantodontia
